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Janeiro - Fragmentos (2018)



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#1
Cobra

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Janeiro - Fragmentos (2018)

 

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:info:

Artista: Janeiro
Álbum: Fragmentos
Ano: 2018
Tamanho: 96 MB
Formato: Mp3
Velocidade de Bits: 320 Kbps
Género: Pop/Rock
CD: 01
Faixas: 15

:sinopse:

 

 

 

 

 

O músico que Salvador Sobral convidou a escrever para o Festival da Canção acaba de lançar o primeiro disco, "Fragmentos", uma coleção de 15 canções. A história começa com um violino em Coimbra, onde o músico cresceu, e continua nas salas do Hot Clube, já em Lisboa

Janeiro era um nome quase desconhecido quando Salvador Sobral o chamou para compor para o Festival da Canção. Sobressaiu com a sua canção (Sem Título), uma das 15 escolhidas para o primeiro álbum.

"Chama-se Fragmentos por ser um trabalho fragmentado, de procura. Procura do que eu sou, enquanto músico e depois porque são os fragmentos da minha vida. Cada canção representa um bocado o que vivi com uma pessoa ou uma opinião sobre alguma coisa. O fio de coesão é a canção portuguesa mas em termos de género não tem. Tanto estás a ouvir um blues como a seguir estás a ouvir um beat eletrónico", refere em entrevista ao DN. "É uma forma minha de coesão, nesta minha breve passagem por aqui", ri--se o músico, de 23 anos.

Resume assim o disco: "Peguei em canções que tinha, escolhi as mais fortes ou que acho que são melhores", reflete. É uma coleção, não uma viagem. "Estou à espera desse momento em que as pessoas ouvem e dizem: olha, é o Janeiro."

Sentado num estúdio de gravação da Ruela Music, a sua agência de management, Janeiro conta que tudo - a música - começou com um... violino. Um presente do pai. "Esta é a história que costumo contar porque é mais fidedigna. Eu digo que não quero nada tocar violino e ele troca por uma guitarra." É em Coimbra, onde vive, que tem as primeiras aulas. Forma uma banda e começa a escrever melodias, "de forma supernatural e orgânica". Depois, "a banda não queria o mesmo que eu. Havia ali um sonho que não era coletivo". Aproximava-se o momento de entrar na faculdade.

Janeiro diz que pensava continuar a tocar. E, como quem pensa alto, diz: "Não. Não, vou ser gestor, o meu pai também é gestor, vou fazer dinheiro e vou viver." A mãe entra em cena: "Se tu queres fazer música porque não vais estudar música?" Tinha 17 anos. "Que, já agora, aproveito para dizer, é uma idade superparva para a pessoa escolher o que vai ser, uma pessoa ainda nem fez amor, ainda nem conheceu ninguém, ainda nem sabe o que são materiais."

Nesse último ano de aulas, Janeiro começou a estudar jazz para entrar na Escola Superior de Música. "Só que não entro, fico em quarto, só entram os três primeiros." Descobre o curso de Musicologia na FCSH e ao mesmo tempo vai estudar guitarra jazz no Hot Clube, já em Lisboa. "E quando saio do Hot Clube faço um álbum."

Nesse primeiro EP, após um ano de trabalho, António Avelar Pinho recomenda-lhe que fale com o locutor da Antena 3 Henrique Amaro que, por sua vez, depois de ouvir uma canção lhe recomenda Benjamin como produtor. A canção era Desencanto. "Às vezes dizes tanta merda...", trauteia. Também está em Fragmentos.

 

 

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Faixa a Faixa

 

Toma Coisas Para Viver
A canção fala de uma pessoa com quem estive. É simultaneamente um aviso e um elogio. É quase como dizer liberta-te, mas sê o que és porque eu gosto. Tanto estou a dizer "Se não tens nada para dizer / Toma coisas para viver", como digo "Tu abres terra entre os mares / passas por mim, sorris, dizes que sim / e eu vagueio na minha mente". Quase que é uma dicotomia.

 

Preguiça
É uma reflexão sobre o cansaço que é viver e ao mesmo tempo a personificação disso numa mulher. Ou seja, pegares num conceito e personificares numa pessoa. Digo "Danças singela na minha rua / e eu sem te querer agarrar / entras pela janela e ficas quase nua". O tema era para se chamar "Menina Preguiça". Reflete um pouco aquilo que sinto quase todos os dias.

 

(sem título)
Já falámos sobre ela [a propósito do Festival da Canção]. O que ouviram antes foi voz ao vivo, aqui ouves na Valentim.

 

Horas
Também tem uma história engraçada. Eu estou sempre a chegar atrasado a todo o lado. Esta canção já surgiu há cerca de quatro anos e nessa altura isso estava mais vincado. É quase um libertar-me... que tenho com o tempo uma relação meio estranha. Ou chego muito atrasado ou muito adiantado. O tempo é uma criação nossa e estamos quase sempre em contra-relógio. Por isso, é quase um desabafo. "Todos me perguntam pelas horas / e eu só sei das demoras". 

 

#Trip1, #Trip2, #Trip3
São improvisos em estúdio, sem conteúdo lírico. Por isso nem há grande história, para nenhuma das três. Resultam de momentos como aqueles em que o técnico de som está a beber café e nós improvisamos. Decidi ir buscar esses out-takes e nem mistura tem. Queria que se sentisse a diferença, a ruffness da cena. Ouve-se a malta a falar, lá ao fundo. Podem chamá-los de interlúdios improvisados, que são isso que são.

 

Teu Ar Ruim
Os únicos versos que não foram escritos por mim em todo o disco surgem nesta canção. "Mostras-me os teus segredos / vou-me entregar na tua mão / queres que esconda os meus medos / queres entender a solidão". Já os tinha guardado há muito tempo e são de um amigo meu, o Luís. Não há grande história, é uma canção de amor.

 

Bonus Track
É uma viagem e é claramente a canção mais eletrónica do disco. Estive até ao final a tentar perceber se a colocava no disco ou não. A meio tem uma melodia que fiz junto ao rio, com a guitarra e com o Sal [Salvador Sobral]. Cheguei com ela a casa e fiz-lhe a letra. "Caí no amor contigo / e não culpei a gravidade / se caísse sem ti eu diria 'seria de verdade?'. Só assim. Sempre achei piada à expressão em inglês, "fall in love". Quando 'cais no amor' ficas cego e surdo. 

 

Canção Para Ti
É claramente uma canção de desamor e sou eu a escrever diretamente à pessoa com quem acabei a relação. Nem devia estar a explicar desta forma, até porque gosto de abrir um bocadinho a interpretação a quem a ouve.

 

Temos Tanta Paixão
É uma canção muito antiga e é novamente um desabafo. Desta vez sobre quando estás numa relação e a outra pessoa não quer estar contigo. E se diz "mas nós temos tanto para dar". Resolvi cruzar esta canção, que já tenho para aí há uns cinco anos, com um poema que do Álvaro de Campos, a Tabacaria.

 

Casal Banal
Não sei se já perceberam, mas só falo de relações. O amor é uma parte muito importante da minha vida. E o desamor, também. Este é um relato das pessoas à minha volta e da forma como as vejo a comunicar. Digo "Ele quando chega pensas sempre que é o tal / mas enquanto fica vai-se tornando pouco a pouco banal". Aquela ideia de que todos os casais são iguais, logo eu próprio [numa relação] também o vou ser. Todos são banais, então não há nenhum especial. Um pouco também a ideia de que a sociedade cria prazos. "Não, agora vou ter de ir viver com alguém". Não estou só a caricaturar os outros casais, eu próprio entro neste loop gigante. 

 

Desassossegado
Novamente sobre uma relação. "Havia tanto para contar mas nada para dizer / Era contigo que queria estar / era sem ti que queria viver". Dá um pouco força aquilo que disse antes. Do estar com uma pessoa tanto tempo que a certa altura crias um amor-ódio. E quando digo desassossegado refiro-me a tentar encontrar a forma ideal de estar com uma pessoa. Agora já vivo um pouco mais tranquilo, menos preocupado com estas coisas e mais com o presente.

 

Contas No Estrangeiro
É uma canção que procura aliviar a culpa. Esta e a próxima são duas canções em jeito de final.

 

Manhã
Muito autobiográfica e chega como umareflexão sobre o disco todo. Sou muito noctívago, então os meus dias acabam nas manhãs. É um bocado complicado, mas é como se tentasse colocar numa canção toda a minha vida, especialmente quando ela é breve. Para além de todas as vivências expressas ao longo do disco. Este é um álbum para picar, até podemos começar a ouvir nesta. Sinto que há uma coesão a nível lírico e melódico, mas gostava que quem o ouvisse pudessem encarar cada tema como um single.


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Conteudo Escondido

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#2
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Muito obrigado pela partilha!!!!


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#6
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